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Pressionado por mal resultado em Juiz de Fora Rogério Henrique deixa o comando do CAP depois de dois anos à frente da equipe com dois acesso e um título.

  • 14/02/2018

FIM DE ERA.

Técnico deixa legado de bom trabalho e a história mais brilhante entre os treinadores do CAP, com dois acessos e um título em pouco mais de dois anos.

Pressionado por mal resultado em Juiz de Fora, Rogério Henrique pede demissão…O técnico Rogério Henrique fez um ótimo trabalho no CAP.

O técnico Rogério Henrique acabou deixando o CAP(Clube Atlético Patrocinense) depois da derrota de 3 a 0 para o Tupi, nesta sexta-feira, 9, em Juiz de Fora. Houve uma reunião na tarde deste sábado, já em Patrocínio, entre a diretoria, a gerencia de futebol e o técnico e foi decidida a sua saída. O técnico deixa legado de bom trabalho e a história mais brilhante entre os treinadores do CAP, com dois acessos e um título em pouco mais de dois anos.

Depois de dois acessos seguidos, com o título de Campeão Mineiro do Módulo II do Mineiro em 2017, Rogério Henrique foi escolhido para continuar como treinador do clube no retorno à elite Estadual em 2018. Em 2017, sob o comando de Rogério Henrique, o CAP fez uma campanha irretocável no Módulo II. A equipe garantiu o acesso com uma rodada de antecedência e garantiu o título ao bater o Nacional de Muriaé por 4 a 0 no último jogo, ficando dois pontos à frente do Boa Esporte(21 pontos contra 19 do Boa) no Hexagonal Final.

Rogério Henrique: passagem mais vitoriosa entre treinadores do CAP

Em três temporadas e uma história positiva. A história do técnico com o clube é uma das maiores já construídas no CAP de um profissional que chegou de fora. No ano de 2016, o CAP voltou a disputar uma competição oficial após 11 anos de inatividade(pois, tinha sido rebaixado em 2005, no Campeonato Mineiro do Modulo II, com apenas um ponto conquistado), então, o clube fechou a Vila Olímpica Ninho da Águia e não entrou na Segunda Divisão de 2006.

Rogério Henrique chegou ao CAP, depois que o time tinha perdido três jogos seguidos no Hexagonal de 2016 e já estava na penúltima colocação do Campeonato. Para se classificar para o Módulo II de 2017, precisava vencer todos seus jogos que tem pela frente no returno. Para tentar a proeza, trouxe o técnico do Jacutinga, Rogério Henrique, na época com de 37 anos. É que já tinha passado pelo time grená em apenas um mês, dois técnicos: Luiz Eduardo – que saiu depois de brilhante campanha na primeira fase – e Eugênio Souza que teve uma das passagens mais rápidas de todos os clubes que comandou e do CAP. Foram apenas duas semanas, com dois jogos e duas derrotas. A diretoria do Clube Atlético Patrocinense partiu para nova mudança e que deu certo desta vez: Rogério Henrique chegou e ficou até hoje, quando saiu.

O novo técnico chegava numa terça-feira, 23 de outubro e, no domingo, dia 29, enfrentava o batismo de fogo, no estádio Júlio Aguiar, quando o Patrocinense enfrenta o Coimbra de Belo Horizonte pela 6ª rodada. Com toda essa carga, depois do time ter jogado e perdido sábado anterior para o mesmo Coimbra por 2 x 0. Foi apresentado aos jogadores, comandou os primeiros treinamentos da semana e no domingo venceu o Coimbra por 2 a 1. Depois disso, venceu o Matinense pelo mesmo placar, empatou fora de casa com o Valério – que vencera o CAP(ainda sob o comando de Luiz Eduardo), na rodada 3 do hexagonal por 3 a 2, no Júlio Aguiar – , venceu o Tupynambás fora de casa por 3 a 2, o Jacutinga – ex-time de Rogério – no Júlio Aguiar por 4 a 0 e conseguiu o acesso para o Módulo II de 2017.

No ano de 2017, o CAP foi campeão do campeonato Mineiro Modulo II, assim conseguindo o acesso à elite do estadual.

Rogério Henrique gosta de incentivar a concorrência entre os jogadores com frases de efeito.

Suas filosofias que passa aos atletas como treinador: “treino é jogo e jogo é guerra” ou “quem se sai melhor no treino, ganha a posição para o jogo, quem vai bem no jogo, fica no time titular”.

Estopim. Neste sábado, em Juiz de Fora, contra o Tupi o CAP fez uma partida abaixo da crítica e perdeu o jogo por 3 a 0. A Rede Hoje já antecipava ao fim do jogo que a derrota poderia precipitar a saída de Rogério Henrique do comando técnico da equipe. “Pelo menos foi isso que deu para sentir nas entrevistas do gerente de futebol do clube, Estéfano Caetano, no final do jogo”, dizia a reportagem.

Em sua nota oficial Rogério diz que se desliga do clube por uma decisão dele. Ele diz que sai “por decisão pessoal com a certeza de ter feito meu melhor” e ressalta “a invencibilidade de 16 jogos em casa que tenho a frente da equipe, graças a Deus nunca perdi um jogo oficial em Patrocínio”.

A nota oficial do técnico:

Caros amigos da família CAP – Clube Atlético Patrocinense, com imenso prazer e orgulho estive à frente deste clube na sua mais importante conquista, hoje em comum acordo e de forma muito respeitosa decidi pela não sequência do meu trabalho e da comissão técnica, pensando no bem comum desta querida agremiação! Encerar um ciclo faz parte da vida e do futebol! Agradeço imensamente ao clube a oportunidade de crescer profissionalmente, agradeço o senhor presidente Maurício Cunha, os diretores Diogo e Marcos e ao meu amigo e gerente Estéfano Caetano, bem como os demais membros de diretoria, comissão técnica, atletas e funcionários! Fica o meu apreço especial por esta torcida maravilhosa e pela cidade de Patrocínio! Me desligo hoje por decisão pessoal com a certeza de ter feito meu melhor, ressalto a invencibilidade de 16 jogos em casa que tenho a frente da equipe, graças a Deus nunca perdi um jogo oficial em Patrocínio! Desejo muita sorte e sucesso ao clube! O ciclo continua!

A diretoria. O diretor Diogo Cunha informou à Rede Hoje, a que a diretoria ficou muito satisfeita com o trabalho de  Rogério Henrique e que ele mesmo entendeu que era hora de sair, então houve acordo.

Quem vem. Sobre a substituição do treinador, estão sendo especulados vários nomes. O mais forte é de Wallace Lemos(ex-técnico do Mamoré). Foi especulado o nome de Rodrigo Fonseca, de 45 anos, mas ele é o técnico do Rio Preto na Série A3 do Campeonato Paulista em 2018. Embora não esteja totalmente descartado, um diretor garantiu à Rede Hoje que não é Rodrigo Fonseca. Diogo Cunha, diretor do CAP, disse que não é nenhum dos dois. Segundo ele, é um treinador muito conhecido pela torcida do CAP e que esta noite ainda resolve a questão, que está presa em valores.

NOVA ERA.

Diretoria do CAP age rápido e contrata o técnico Wellington Fajardo, ex-Cruzeiro e ex-CAP para substituir Rogério Henrique.

Técnico chegou neste domingo e já assumiu.

time-com-fajardo2Wellington Fajardo foi goleiro do Patrocinense em 1993. Fotos: Arquivo Rede Hoje


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Histórico da Carreira de Wellington, como treinador

Wellington Fajardo é o novo técnico do CAP(Clube Atlético Patrocinense). Ele substitui Rogério Henrique, que ficou quase três anos no clube e saiu depois da derrota de 3 a 0 para o Tupi, nesta sexta-feira, 9, em Juiz de Fora.

Sem dúvida, uma boa contratação. O novo técnico do Patrocinense é experiente. Como jogador, com 80 partidas no currículo, ele é o 15º entre os 90 goleiros que mais jogaram com a camisa do Cruzeiro. Em 1993, jogou no CAP na primeira divisão. Já conhece a torcida Grená.

Segundo o diretor Diogo Cunha, Fajardo chega a Patrocínio neste domingo,11, para organizar a programação. O diretor diz ainda que ficam da atual comissão técnica, o gerente de futebol Estéfano Caetano, o massagista Peron e o roupeiro Mumu. O preparador físico deve chegar também neste final de semana.

Caldense. A missão de Wellington Fajardo não é das mais fáceis, visto que o CAP está na vice-lanterna, depois que a Caldense venceu o Atlético Mineiro no Independência e é contra a Caldense que o CAP joga no final de semana.

Uma história. Wellington já enfrentou a Caldense em Poços de Caldas pelo Patrocinense. Foi no Campeonato Mineiro de 1993. Ele era o goleiro. O CAP jogando em Poços de Caldas e vencendo. O técnico Ciro Luiz, agitado no banco, gritando com os jogadores para se posicionarem, porque a pressão do time da casa era grande. O banco ficava atrás do gol no estádio Ronaldão. Wellington virou-se para trás e falou com o treinador:

Ô “Seo” Ciro, pode ficar lá no banco, sentadinho e tranquilo, que a gente dá conta do recado aqui.

O Ciro Luiz sentou-se no banco e ficou calado até o fim do jogo. E o CAP venceu. Paulo Roberto de Oliveira, que trabalhava comigo, foi o repórter que testemunhou essa conversa.

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Welington foi um dos melhores goleiros do Cruzeiro e também jogou no CAP.(Foto de 1993, no Júlio Aguiar)

Currículo. Wellington Fajardo foi um dos vários goleiros promissores que passaram pela Toca da Raposa nos anos 80. Assim como Gomes e Ademir Maria, Wellington chegou a fazer parte de boas equipes cruzeirenses. Com 80 partidas no currículo, ele é o 15º entre os 90 goleiros que mais jogaram com a camisa do Cruzeiro. Lá na Toca da Raposa, Wellington comemorou o título mineiro de 1987, o vice-campeonato da Supercopa da Libertadores em 1988 e as conquistas dos internacionais: Torneio Cidade de Pamplona, Torneio Cidade de Alicante e Torneio Cidade de Madri.

Wellington Fajardo começou a carreira no América Mineiro em 1978. Ficou lá até 1986. Em 1985, foi considerado o melhor goleiro de Minas Gerais, ganhando o Troféu Guará, concedido aos melhores jogadores de cada posição. Em 1993, ajudou o time do CAP, que era dirigido por Pedro Omar, depois Ciro Luiz .

Em 2008, Wellington foi campeão da Taça Minas Gerias treinando o Tupi. Antes, ele já havia dirigido a Francana-SP e o Democrata de Governador Valadares-MG. Dirigiu também o Uberlândia Esporte Clube.

Fonte Da Matéria: Luiz Antônio Costa|Rede Hoje

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